




Foto: Alessandro Souza
Local: Baláio Café
08 07 2008
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Mostra em SP reúne cem registros feitos pelo francês no país, em 1934, e revela retratos "sem exotismos" de um fotógrafo em início de carreira, que alcançaria o auge na Bahia e na África
Pierre Verger/Fundação Pierre Verger![]() |


O popular e líder de mercado em edição de imagens, Adobe Photoshop, agora também ganha uma versão on-line batizada de Adobe Photoshop Express, que também oferece opções para montar galerias e 2 GB para os usuários armazenarem imagens.
A iniciativa da Adobe não causa nenhuma surpresa, pois segue à risca uma tendência da Web 2.0, a internet como plataforma.
Segunda a própria empresa, o objetivo é manter a popularidade entre a nova geração de usuários que edita, armazena e exibe suas fotos via internet.


O MERGULHO
Carlinhos Alcântara deu um grande salto em sua vida ao descobrir a fotografia. Quando tinha 16 anos, em Nilópolis no Rio de Janeiro, caiu em suas mãos uma máquina de plástico de nome Flika para que ele queca pudesse fazer suas descobertas. Aquela câmera para ele era a melhor do mundo. O que ele queria mesmo era fazer fotografia, aprender a "bater foto". No começo fazia fotos de seus irmãos menores e aos poucos foi fazendo foto até de cachorro na rua e de avião que passava. Ele ficava sempre com a maquina na mão e nada escapava aos seus olhos.Gastava muitos rolos de filmes 120 e nunca freqüentou sequer um curso de fotografia.
Aprendia praticando, como a maioria dos fotógrafos. Um dia, um amigo lhe trouxe uma Olympus Pen 35 mm, daquelas que dobravam o numero de chapas de 36 para 72 fotos. Desta forma ele podia fazer mais fotos do que quando usava os rolos de filmes 120 da Flika.
A trajetória deste salto e aprendizagem foi bruscamente interrompida no dia 15 de abril de 1972 quando um acidente mudou completamente a sua vida. Carlinhos fez uma viajem para o interior do Ceará para conhecer uns parentes quando um mergulho mal dado num rio lhe fez sofrer um acidente medular que tirou todos os movimentos do seu corpo. Carlinhos se tornou tetraplégico aos 17 anos. O salto se transformou em mergulho. Um mergulho tão longo e escuro que ele nem poderia imaginar. O médico que o atendeu inicialmente no Ceará disse que ele teria que se conformar, fazer muita fisioterapia e ter muita paciência para enfrentar uma nova experiência de vida que começava. Assim mesmo, após o desanimo inicial, começou com as massagens e alguns exercícios sempre pensando muito em suas fotos e seus amigos. Seu maior conforto de vida foi dado por sua mãe. Suas orações e a dos amigos parece que foram escutadas por Deus.
Carlinhos foi transferido para Brasília para Hospital Sarah, o maior centro de reabilitação do país o e a sua vida mudou. Começou seu tratamento fisioterápico e sabia que tinha muito que fazer para recuperar seus movimentos. Passou dois anos neste centro e com muito esforço conseguiu recuperar os movimentos dos seus braços. Durante esse período no SARAH, algo que ele tinha deixado para trás lá no Rio de Janeiro lhe chamou a atenção. Todos os dias pela manhã a enfermaria era invadida por médicos com suas possantes câmaras fotográficas. Ele nunca tinha visto tanta sofisticação em sua vida. Eram todos cirurgiões que faziam fotos antes e depois do ato cirúrgico. Carlinhos estava sendo estimulado a reaprender a fotografar e descobriu que tinha um laboratório fotográfico no SARAH. Fez amizade com o fotografo do hospital chamado Carlos e mostrou o seu interesse pela fotografia. Com total apoio do diretor presidente do SARAH, Dr. Campos da Paz, passou a freqüentar o laboratório depois da fisioterapia . Nesta época ele vivia deitado numa maca que era seu transporte oficial – ainda não podia sentar. Observando deitado o trabalho do laboratório, ele começou a aprender como se revelava filmes e como fazia as ampliações em branco e preto. Carlinhos nunca tinha entrado em um quarto escuro.
Quando começou a sentar na cadeira de rodas, passou então a fotografar com uma maquininha kodak argentina fazendo fotos dos colegas de enfermaria e também dos jardins do hospital . Um dia se internou no SARAH um fotografo do jornal Zero Hora, chamado Roni Paganella, que era paraplégico e mesmo assim ainda fotografava. Carlinhos pensou então: "se ele pode fazer fotos sentado porque eu também não posso?" Ficaram bons amigos. Roni tinha uma Pentax, mas naquela época Carlinhos ainda não podia segurar uma maquina tão pesada.. "As vezes ele queria deixar a sua câmera comigo mas não dava, eu não agüentava o peso, mas ele me ajudou muito e me encorajou ", lembra.
Carlinhos foi adquirindo muito conhecimento até que teve alta e foi para casa já em Brasília. Lá ele montou seu primeiro laboratório. Também conseguiu comprar sua primeira maquina uma Yashica Tl.35. Com ela passou a fotografar as pessoas mais próximas e assim ele fez seu retorno à fotografia. Comprou um tanque fácil de manusear e passou a fazer suas revelações. Assim que chegava ia rapidamente revelar os seus filmes preto branco. Tempos depois a família de Carlinhos se mudou para Fortaleza. Em 2000, Carlinhos estava com sua câmera, na cadeira de rodas na rua, perto de sua casa no bairro Messejana em Fortaleza Ceará, fotografando, em plena luz do dia quando duas pessoas de bicicleta o aboradaram e roubaram a sua câmera Nikon N70 com a lente zoom 35/70mm. Amigos do Brasil todo quando souberam, se uniram, fizeram uma “vaquinha” e mandaram para ele uma câmera Canon Elam e uma bolsa cheia de filmes.
A luz da fotografia clareou a escuridão de seu mergulho. Mais de trinta anos depois do acidente Carlinhos exibia cada vez mais sua força de vontade: - “A fotografia corre no meu sangue 24 horas por dia. Consegui vencer minhas dificuldades, posso fotografar e me sentir gratificado em poder mostrar meus trabalhos. Hoje estou fazendo o que mais gosto”, desabafava. Carlinhos Alcântara fotografava com dificuldade devido a grande limitação de movimentos nos braços e nas mãos. Ele trocava o filme com a ajuda da boca e para fazer foco, só com câmeras auto-focus. Carlinhos revelou em seus retratos a simpatia com a qual cativava seus modelos. Seu jeito de se aproximar à sua "presa” e de, mesmo sem pedir, receber o consentimento silencioso, fazia com que suas fotos fossem "clicadas” com muito carinho e emoção. Infelizmente Carlinhos nos deixou em 2004, aos 48 anos, mas deixou uma obra maravilhosa. Um de seus últimos trabalhos foi um belíssimo ensaio fotográfico sobre Conjunto Palmeiras, uma comunidade perto de sua casa que ele freqüentava., Suas fotos apresentam um brilho e uma composição especiais, que só a experiência de vida e força de vontade de Carlinhos Alcântara poderiam criar.
texto por André Dusek
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Nosso colaborador Luiz Alves, traz ao blog uma bela matéria sobre a grandeza da fotografia, que ajuda no restabelecimento de nossa mente e corpo.
Agradecimentos ao André Dusek e Luiz Alves.
Alessandro Souza
Vale apena conferir, para podermos exercitar o olhar, e a tecnica para o dia mundial do Pin hole. E Brasilia estara muito bem representada.

A exposição está no STF até 18 de abril.
Photograph by Joel Sartore
Rock-and-roll pioneer Chuck Berry plays a candy apple-red guitar at the Jazz Aspen Music Festival. Called the father of rock-and-roll, Berry is as revered for his iconic hits, such as "Johnny B. Goode," "Maybellene," and "Memphis," as he is for helping break the color barrier in the music world.
(Photo shot on assignment for, but not published in, "Authentic, Extravagant Aspen," July/August 1999, National Geographic Traveler magazine)

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| Os peixes-palhaço se tornaram populares com o desenho 'Procurando Nemo'. |
Merritt é professor de computação em uma universidade na cidade de Plymouth, no sul da Inglaterra e tira as fotos apenas por hobby.
Apesar disso, Merritt ganhou a medalha de ouro na 150ª edição do prêmio International Print Exhibition, realizado pela Royal Photographic Society.
Ele participou com uma foto do tubarão-martelo, tirada no Pacífico Leste.
Ele contou à BBC que se inspirou nos programas de televisão do explorador francês Jacques Cousteau da década de 70 e resolveu comprar uma câmera para fazer fotos das criaturas do fundo do mar.
Merritt prefere tirar as fotos nas águas de regiões próximas à Indonésia, onde a presença dos recifes de coral traz grande diversidade à vida marinha. Além disso, ele conta que prefere mergulhar em águas quentes.
Outra preferência de Merritt são os modelos das câmeras. Ele usa câmeras digitais em alguns casos, mas prefere fazer as fotos com filme.
"Tenho apenas 36 fotos, mas prefiro a qualidade dos filmes", conta.
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Fonte: BBCBrasil



Cristiano Mascaro exibe 50 fotografias em "panorâmica" de sua produção desde os anos 80 no Instituto Tomie Ohtake
Além de exposição, livro lançado hoje revê a sua trajetória, destacando influências de nomes como Cartier-Bresson e Kertész
MARIO GIOIA
DA REPORTAGEM LOCAL
"Um fotógrafo razoável." É como Cristiano Mascaro, 63, se define ao mostrar as 50 imagens que compõem "Todos os Olhares", exposição "panorâmica" ("Retrospectiva não é comigo, eu sou um jovem promissor", brinca) da sua produção, com registros de 1980 a 2008 e curadoria de Agnaldo Farias.
"[As imagens] Vão se encontrando, não é? É, por mais que eu não perceba, não queira, foi esse olho aqui que olhou e elas acabam sempre tendo um vínculo", avalia ele.
"Eu posso ser um fotógrafo razoável, mas eu sempre soube, sem nenhuma má intenção, me aproximar de pessoas admiráveis. O Antonio Candido já fez uma apresentação do meu trabalho, o Ferreira Gullar chamou essas surpresas da fotografia de "espantos", do mesmo modo como o Nelson Rodrigues falava do "sobrenatural"."
Além da mostra, o fotógrafo também é foco de um livro, "Cristiano Mascaro - Desfeito e Refeito" (ed. Bei, organização de Laura Aguiar, R$ 82,50, 128 págs.), que é lançado hoje no instituto. A publicação revisita sua trajetória, com comentários, imagens de sua autoria e de nomes que o influenciaram, como Henri Cartier-Bresson (1908-2004), André Kertész (1894-1985), Ansel Adams (1902-1984) e Sergio Larraín.
"A gente tem de estar disposto para o imprevisto. Eu, pelo menos, não faço um trabalho que você constrói para fotografar. Acho que o sabor da coisa está em, realmente, você sair por aí disposto ao sobrenatural", afirma ele. "O Ansel Adams levou a uma condição extrema a técnica, que virou um elemento de linguagem, ele era muito rigoroso. Mas sua foto mais famosa, "Moonrise, Hernandez, New Mexico" [de 1941], ele fez numa correria, de improviso."
Por isso, São Paulo, cidade de transformações aceleradas e constantes, ainda é um dos principais focos de Mascaro.
"São Paulo exerce um fascínio muito grande sobre mim. Ela está sempre se autodestruindo, não no sentido negativo, se renovando. Há uma diversidade, uma mobilidade, cenários variados. Você fica parado numa esquina, e as coisas acontecem à sua revelia."
E, mesmo sendo retratada por diversas vezes, a cidade não deixa de surpreendê-lo. "Estava fazendo um trabalho por ocasião dos 450 anos de São Paulo para o Instituto Moreira Salles no centro da cidade. Fiquei me hospedando em uns hoteizinhos, e tinha um na Cásper Líbero [o Marian Palace, de 1942] que sempre me interessou. Me hospedei lá e, de madrugada, fui subindo para a caixa d'água. Ao subir a última escadinha, descortinou-se aquela paisagem, foi um fascínio muito grande, um "terra à vista"."
O processo de trabalhar em película também é fundamental para Mascaro. "A satisfação de buscar um lote de provas de contato no laboratório e ver o resultado é muito importante. Vou vendo aos pouquinhos. É igual a uma noite de amor, você não quer que acabe logo."
Nasceu em Catanduva, interior de São Paulo, em 1944, e tem hoje 63 anos
Estudou na FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) entre 1964 e 1968
Em 1968, começa a trabalhar como repórter-fotográfico na revista "Veja"
Em 1974, vira professor e dirige o Laboratório de Recursos Audiovisuais da FAU-USP; faz sua primeira mostra individual, "Paisagem Urbana"
Bolsa Vitae de Artes (1990)
Prêmio Especial Porto Seguro (2007)
Tem fotografias nos acervos da Biblioteca Nacional e do Centro Georges Pompidou, em Paris (França); do Museu Internacional de Fotografia/Casa George Eastman, em Rochester (EUA); do MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo); do Masp (Museu de Arte de São Paulo); da Pinacoteca do Estado; e do Instituto Moreira Salles, entre outras instituições
Fonte: Jornal O Globo, edição 27 02 08